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Em comemoração aos 200 anos de nascimento do compositor Giuseppe Verdi e aos 160 anos da primeira apresentação da ópera La Traviata, o Programa de Extensão VivaVoz, da Udesc, estreia nesta quarta-feira (12/6), às 20 horas, no Palácio Cruz e Sousa — Museu Histórico de Santa Catarina —, uma versão desta ópera num projeto que envolve professores e alunos dos Departamentos de Música, Moda e Cênicas, Coro e Orquestra Acadêmica, além de participantes da comunidade. A servidora do Tribunal de Contas de Santa Catarina Cristina de Oliveira Rosa Silva, lotada na Diretoria de Administração e Finanças (DAF), integra o projeto, participando do coro.
Sob a coordenação geral de Alícia Cupani, o espetáculo tem a direção musical e regência de Sérgio Figueiredo e a direção cênica de Sulanger Bavaresco e Barbara Biscaro. Novas apresentações serão realizadas nos dias 14, 16, 19, 21 e 23 de junho, sempre às 20 horas, com entrada franca. Os ingressos serão distribuídos uma hora e meia antes de cada espetáculo, no próprio Cruz e Sousa.
Saiba mais:
O espetáculo
La Traviata é uma história atemporal de redenção pelo amor e morte, que pode ser lida enfatizando seu aspecto heróico, trágico, ou simplesmente humano.
A montagem teve foco acadêmico, enfatizando o processo de criação e a busca por diferenciais estéticos. A ideia é apresentar outra visão dos espetáculos de ópera (em geral, grandiosos e distantes), colocando o público praticamente dentro da cena. Saindo dos espaços tradicionais — grandes teatros — valoriza-se o caráter intimista propício ao envolvimento com a história e com o gênero.
Por ser uma montagem acadêmica e pioneira na Udesc, a produção optou por alguns cortes na partitura original, reduzindo a obra em um terço. Um dos critérios principais foi sublinhar a dramaturgia em seus pontos essenciais, ou seja, manter unicamente a estrutura musical necessária para contar a história. Nesta Traviata, o fio condutor se dá a partir do olhar da criada Annina: é através das suas lembranças que a história de Violetta toma forma. Em cena, uma realidade permeada por três camadas de tempo: o tempo presente (Annina); o tempo da memória (Violetta, Alfredo e Germont); e o tempo do sonho/pesadelo (evocado pelo coro).
O Espaço
A escolha do espaço intimista dialoga com o desejo de contar uma história privada com a proximidade do segredo entre público e cantores. O espaço vazio, a economia dos objetos e dos figurinos procura realçar o corpo e a voz na cena. A cena é habitada apenas pelo essencial com o intuito de simplificar a moldura: na austeridade do espaço vazio, o público se torna testemunha e cúmplice do processo.
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