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O Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC) promoveu uma roda de conversa sobre o uso racional da energia para incentivar o consumo consciente e fortalecer a sustentabilidade no ambiente de trabalho. Especialistas da Celesc, SCGás e Senai abordaram temas como transição energética, redução das emissões de carbono e uso de fontes renováveis. A ação integra as iniciativas da Comissão ASG, que desenvolve projetos e capacitações para promover práticas sustentáveis e ampliar a responsabilidade socioambiental no Tribunal.
Com o objetivo de sensibilizar membros, servidores, residentes, estagiários e colaboradores sobre a importância do uso racional da energia, contribuindo para a redução do consumo e para a construção de uma cultura organizacional mais sustentável, o Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC), por meio da Comissão Ambiental, Social e de Governança (ASG), realizou, nesta segunda-feira (13/7), uma roda de conversa sobre o assunto.
Participaram do encontro o engenheiro eletricista e assistente técnico da presidência da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), Pablo Cupani Carena; o engenheiro civil e diretor técnico comercial da Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGás), Silvio Renato Del Boni; e o engenheiro químico do Instituto Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) de Tecnologia Ambiental Neri José Martins Júnior. O auditor fiscal de Controle Externo e integrante da Comissão ASG Azor El Achkar mediou a conversa. “Este evento teve o mérito de reunir representantes de entidades envolvidas diretamente na geração e distribuição de energia, além do Senai com sua experiência em inventário de emissões. Foi uma oportunidade ímpar de adquirir novos conhecimentos e se atualizar em relação à energia limpa e sustentável”, ressaltou Azor.
Em sua fala inicial, o auditor fiscal do TCE/SC destacou que a crescente demanda por energia elétrica, somada aos desafios ambientais e às limitações dos recursos naturais, coloca em destaque a necessidade de uma abordagem mais sustentável e eficiente na produção e consumo. Ele explicou que reduzir o consumo de energia por meio de práticas e tecnologias eficientes podem diminuir a pressão sobre os recursos naturais e minimizar os custos operacionais. “Nesse sentido, a educação e a capacitação dos indivíduos e das organizações em relação ao uso eficiente de energia são essenciais para promover uma cultura de consumo consciente e responsável da energia elétrica, o que é vital para garantir a sustentabilidade a longo prazo”, reforçou.
O assistente técnico da presidência da Celesc, Pablo Cupani Carena, apresentou dados e conceitos sobre a transição energética, a partir do Acordo de Paris — celebrado por mais de 196 países —, que estabeleceu um compromisso de conter o aquecimento global abaixo de 2° C em relação aos níveis pré-industriais, buscando esforços para limitá-lo a 1,5° C. O pacto exige que todos os países signatários apresentem e revisem periodicamente suas metas de redução de emissões (NDCs). “Apenas 14% da energia gerada no planeta é a partir de fontes renováveis. Existe uma necessidade de descarbonizar a matriz e uma necessidade de mais energia no mundo, porque o consumo de energia aumenta ano a ano”, alertou.
“73 municípios catarinenses são abastecidos pelo gás da SCGás. O gás natural e o biometano associados têm um papel fundamental e preponderante nesta jornada de descarbonização”, apontou o diretor técnico comercial da SCGás, Silvio Renato Del Boni.
Em sua explanação, o engenheiro químico do Instituto Senai de Tecnologia Ambiental, Neri José Martins Júnior, explicou como a entidade auxilia as empresas que se propõem a fazer a transição energética. “A partir dos planos de descarbonização, por exemplo, orientamos a jornada que as empresas devem seguir para atingir as metas para redução na emissão de carbono. Mostramos aonde a empresa pode chegar e quais os custos”, exemplificou Neri.
Antes das apresentações, foi exibido o documentário “A Energia do Futuro”. Produzido pela TV Cultura, o vídeo mostra como as fontes de energia renováveis – tanto solar, quanto eólica – estão modificando a paisagem do sertão nordestino e os benefícios que trazem para o meio ambiente.

Criada em 2022, a Comissão ASG tem como missão estruturar ações nos pilares ambiental, social e de governança e promover uma cultura de sustentabilidade socioambiental no âmbito do Tribunal.
A partir desse objetivo, a comissão desenvolveu o Plano de Logística Sustentável (PLS) do TCE/SC, que estabelece um planejamento estruturado para transformar metas em ações concretas, organizadas em oito eixos estratégicos — entre eles, o de gestão de resíduos sólidos. O PLS, por sua vez, previa a elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), que foi criado em 2025 e segue em andamento. Ao longo de 2025 e 2026, todos os setores do Tribunal foram capacitados com o objetivo de promover a correta segregação e destinação dos resíduos gerados internamente, fortalecendo a implementação prática das diretrizes estabelecidas. Neste momento, o PGRS encontra-se na fase de monitoramento.
Crédito das fotos: Guto Kuerten (Acom - TCE/SC)
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