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TCE/SC amplia separação de resíduos sólidos e envia menos rejeitos a aterro sanitário

sex, 16/10/2026 - 10:38
Resumo em linguagem simples

O TCE/SC está avançando na gestão de resíduos sólidos e reduzindo a quantidade de materiais enviados ao aterro sanitário. Dados do monitoramento realizado em agosto de 2026 mostram aumento da separação correta de resíduos recicláveis e orgânicos, e maior volume também de matéria para compostagem. Cerca de 250 kg de resíduos orgânicos foram destinados a esse processo no período analisado. Os resultados refletem as ações do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) e o engajamento de membros, servidores, residentes, estagiários e colaboradores na construção de um Tribunal mais sustentável. 

Banner horizontal com foto de duas lixeiras posicionadas lado a lado em um ambiente interno no TCE. Uma delas é cinza, correspondente a rejeitos, e outra azul, correspondente a recicláveis. Uma pessoa se aproxima para colocar um resíduo na lixeira reciclável.

O compromisso com a sustentabilidade está produzindo resultados concretos no TCE/SC. A segunda fase de monitoramento e pesagem de resíduos sólidos, realizada entre 10 e 27 de agosto de 2026, mostrou avanços na separação e destinação desses resíduos. 

No primeiro monitoramento, realizado em abril de 2026, após a implantação do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), os resíduos recicláveis representavam 23% de todo o material descartado. Em agosto, esse percentual subiu para 26%. Os resíduos orgânicos subiram de 10,6% para 12,5%. 

Somando os percentuais dos resíduos recicláveis e orgânicos, têm-se o total desviado do aterro sanitário. Em abril, o índice era de 33,6%, e em agosto chegou a 38,5%. No diagnóstico feito em 2024, antes da implantação do PGRS, apenas 19% deles eram recicláveis. Os outros 81% eram classificados como rejeitos e iam direto para o aterro sanitário. Na época, ainda não havia a separação dos orgânicos. 

Com a separação dos orgânicos, a compostagem ganha protagonismo. Somente durante o período analisado em agosto, aproximadamente 250,77 kg de resíduos orgânicos foram destinados a esse processo.  

Conforme explica a coordenadora da Comissão Ambiental, Social e de Governança (ASG) do TCE/SC, Andressa Zancanaro de Abreu, a maior parte do material orgânico é recolhido pela Comcap (autarquia responsável pela coleta de lixo em Florianópolis). “A coleta é feita num dia específico, na lixeira específica, e encaminhada à compostagem própria da Comcap", explica. 

Andressa Zancanaro conta que a inclusão do TCE/SC na rota de coleta de orgânicos da Comcap foi uma conquista que veio com o PGRS. "Antes, eles não passavam aqui”, conta. 

Uma parte menor dos materiais orgânicos é usada para o minhocário do TCE/SC. “Nesse caso, tem que ser um material bem seleto, como casca de frutas, por exemplo", detalha. 

O relatório de pesagem também mostra diminuição do volume gerado. A média diária de resíduos gerados passou de 247,42 kg, registrada na primeira pesagem, realizada em abril de 2026, para 143,49 kg em agosto, uma redução de cerca de 42%.  

Esforço coletivo 

Os números refletem o impacto positivo das ações previstas no PGRS. Entre as medidas adotadas, estão a padronização dos coletores e da comunicação visual, o aperfeiçoamento da logística interna de coleta, as ações de educação ambiental e as melhorias na central de armazenamento temporário de resíduos. 

Os resultados demonstram, ainda, a importância da participação de membros, servidores, residentes, estagiários e colaboradores. 

“Tudo isso é resultado de um esforço coletivo. Cada escolha feita no dia a dia, desde evitar a geração de um resíduo até descartá-lo no coletor correto, contribuiu para reduzir a quantidade de materiais encaminhados ao aterro sanitário. Avançamos muito, mas ainda temos espaço para evoluir”, ressalta a coordenadora da ASG. 

O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos foi elaborado pela Comissão Ambiental, Social e de Governança, com auxílio da empresa Ambitus Consultoria Ambiental. 

Em resumo: 
Desvio de resíduos do aterro 

Diagnóstico/2024: 19,3% 
Monitoramento abril/2026: 33,6% 
Monitoramento agosto/2026: 38,5% 

Destinação dos resíduos 

Abril/2026: 
Rejeitos (não recicláveis): 66,4% 
Recicláveis: 23% 
Orgânicos: 10,6% 

Agosto/2026 
Rejeitos (não recicláveis): 61,5% 
Recicláveis: 26% 
Orgânicos: 12,5% 

Média diária de resíduos gerados 

Abril/2026: 247,42 kg 
Agosto/2026: 143,49 kg 
Redução: 42% 

 

Foto horizontal da central de resíduos antes do PGRS. Há várias lixeiras cheias posicionadas no exterior do TCE.

 

 

 

 

Central de resíduos antes do PGRS.

 Foto horizontal da central de resíduos após o PGRS. Há uma edícula construída com duas portas de alumínio, na parte externa do TCE.
Central de resíduos após o PGRS.

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto de registros manuais das pesagens anotados em uma folha.

Foto de um saco de lixo sendo pesado por uma colaboradora do TCE.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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