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VINHETA TCE INFORMA
Locutor: TCE/SC cobra reação do Estado e dos municípios para recuperar até R$ 2 bilhões gastos com judicialização da saúde
Locutor: Santa Catarina pode recuperar bilhões de reais gastos com decisões judiciais na área da saúde. O alerta é do Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC), que recomendou ao Governo e aos municípios intensificar a cobrança junto à União para garantir o ressarcimento desses valores.
Um levantamento recente mostra que, até setembro de 2025, foram cobrados pouco mais de 600 milhões de reais. O problema é que a estimativa total chega a 2 bilhões de reais até 2026.
A decisão foi publicada no Diário Oficial e aponta falhas no processo de devolução desses recursos por parte do Ministério da Saúde.
Segundo o relator do processo, conselheiro substituto Cleber Muniz Gavi, há entraves burocráticos, falta de transparência e dificuldades operacionais, como exigências que nem sequer têm campo específico nos sistemas federais.
Diante disso, o Tribunal determinou que o caso também seja levado ao Tribunal de Contas da União (TCU), para pressionar pela devolução integral e mais ágil dos valores.
Os números da judicialização impressionam. Em novembro do ano passado, mais de 16 mil pacientes recorreram à justiça para garantir atendimento, o equivalente a 0,2% da população catarinense.
Só em 2024, o Estado desembolsou cerca de 749 milhões de reais para cumprir decisões judiciais. Isso representa mais de 9% de todo o orçamento da saúde.
O TCE/SC também avaliou as ações adotadas pelo Estado para enfrentar o problema. Parte das medidas saiu do papel, como melhorias no controle de medicamentos e no gerenciamento de estoques.
Mas ainda há desafios: quase 30% das recomendações não foram implementadas, incluindo falhas no controle de entregas, ausência de sistemas mais eficientes e dificuldades na padronização de procedimentos.
Para o relator, a falta de dados precisos e de transparência ainda é um dos principais obstáculos. Sem informações confiáveis, fica mais difícil planejar, controlar gastos e evitar desperdícios.
Segundo o Tribunal, melhorar a gestão e cobrar o que é devido pode aliviar e muito os cofres públicos da saúde no Estado e nos municípios.
VINHETA TCE INFORMOU
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