menu

Tribunal de Contas de Santa Catarina completa 51 anos

seg, 06/11/2006 - 00:00

          No último sábado (4/11) o Tribunal de Contas de Santa Catarina completou 51 anos. A data foi lembrada na sessão plenária, desta segunda-feira (6/11), pelo presidente do TCE, Otávio Gilson dos Santos, que destacou a importância da missão constitucional da instituição, no Estado Democrático de Direito (ver quadro 1). "O Tribunal nasceu com o propósito de fiscalizar o uso dos recursos públicos de nosso Estado e tem por obrigação constitucional auxiliar o Poder Legislativo em sua tarefa de exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial", disse, ao ressaltar a importância da reflexão sobre o papel do Tribunal de Contas na atualidade.
          Gilson dos Santos, também, aproveitou a oportunidade para fazer um balanço das atividades que marcaram o período de um ano de comemorações pelo cinqüentenário do TCE catarinense. Entre os destaques, lembrou da cerimônia de abertura da programação, no dia 4 de novembro do ano passado no Teatro Álvaro de Carvalho, do vídeo que conta a história da criação do Órgão, a partir de depoimentos de personagens participantes do processo que culminou com a edição da Lei nº 1.366 de 1955-responsável pela criação do TCE-, além do Seminário Internacional Corrupção e Sociedade, realizado em março deste ano, e da publicação do livro "Tribunal de Contas de Santa Catarina: 50 anos de história", que resgata a trajetória da instituição e propõe uma reflexão sobre os TC´s do futuro.
           O conselheiro José Carlos Pacheco, coordenador das comemorações dos 50 anos, parabenizou o presidente pelo registro e disse que "o TCE marcou época", com os eventos e produtos desenvolvidos para comemorar suas cinco primeiras décadas.
           Ao citar as principais tarefas do Tribunal na fiscalização da gestão pública- apreciar e julgar contas, atos de admissão de pessoal, aposentadorias e pensões; realizar auditorias; fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos públicos; aplicar sansões e sustar a execução de atos irregulares-Santos reiterou que, na medida em que o processo democrático avança, os Tribunais de Contas têm de enfrentar os desafios impostos pela ampliação de suas responsabilidades e da percepção da opinião pública sobre esta realidade. Nesse sentido, o presidente apontou a educação, a orientação aos gestores públicos, como um dos principais atributos do Tribunal de Contas para garantir que o dinheiro público seja aplicado em favor das demandas sociais.
           "Os Tribunais de Contas têm a meu ver um de seus papéis mais importantes que é o de instruir, ou seja, educar os fiscalizados. Isso se faz mediante orientação", reiterou. Exemplos nessa direção são os Ciclos de Estudos de Controle Público da Administração Municipal realizados, anualmente, para orientar prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, servidores públicos e demais interessados.
          "Meu desejo profundo é que, no curso dos próximos cinqüenta anos, esta Corte de Contas tenha avançado de tal forma que, ao se comemorar o seu centenário, aqueles que estiverem ocupando os nossos postos possam contemplar com orgulho os avanços que teremos alcançado então", concluiu Gilson dos Santos.
Controle Social
                      O Tribunal de Contas é um Órgão de controle e fiscalização voltado à defesa do interesse público. Mas, mesmo diante da importância da sua atuação, nada substitui o controle exercido pela própria sociedade. Ciente disso, o Tribunal de Contas, ao longo das últimas décadas, vem buscando aprimorar, cada vez mais, a comunicação com a sociedade, já que a divulgação dos resultados dos trabalhos da Corte de Contas facilita o controle social. Nesse sentido, cabe destacar as publicações TCE - Controle Público e Cidadania, que mostra para a população o funcionamento e as atribuições da Corte, e Para onde vai o seu dinheiro, que explica de forma clara e didática o parecer prévio do TCE/SC sobre as contas do Governo do Estado.
                      O site (www.tce.sc.gov.br) do Tribunal de Contas é outra ferramenta para interação entre a instituição e a sociedade. Ali o cidadão tem acesso, entre outros assuntos, às decisões do Pleno, a notícias sobre a atuação do Órgão, às pautas das sessões ordinárias - para saber o que vai ser apreciado pelo Pleno- a informações sobre os processos licitatórios em andamento no Estado, e ao Cadê Minha Obra? - dispositivo que permite ao cidadão acompanhar o andamento de obras públicas estaduais e municipais já concluídas ou em execução.
                       Com relação à modernização do Tribunal, vale citar ainda a implantação, a partir do ano passado, do Sistema de Fiscalização Integrada de Gestão (e-Sfinge). O novo sistema integra numa mesma plataforma tecnológica todos os aplicativos utilizados para fiscalizar as contas públicas e tem o objetivo de facilitar a remessa de informações pelos órgãos públicos sujeitos ao controle do Tribunal de Contas e agilizar os procedimentos de análise. As principais metas do e-Sfinge são otimizar as atividades de fiscalização e ampliar a transparência da gestão pública, a partir do maior acesso às informações pelo cidadão comum, através da publicação de relatórios no site da Instituição.
                         O Sistema de Fiscalização Integrada de Gestão contempla dados e informações sobre Planejamento e Execução Orçamentária, Gestão Fiscal, Registros Contábeis, Editais de Concorrência, Processos Licitatórios, Contratos, Convênios, Concursos, Atos de Pessoal e Obras de todas as unidades gestoras - estaduais e municipais - que administram recursos públicos.
                       Outro passo em direção à modernização do Tribunal de Contas catarinense foi a adesão, em abril deste ano, ao Programa de Modernização do Controle Externo de Estados, Distrito Federal e Municípios Brasileiros- Promoex. O Programa, resultado de um contrato de financiamento assinado entre o  Banco Interamericano de Desenvolvimento-BID,  e o governo federal, tem como principais metas ampliar a interação com a sociedade e com as instituições públicas, a qualificação técnica e tecnológica e a modernização gerencial dos Tribunais de Contas.
Concursos públicos
           O Tribunal de Contas de Santa Catarina chega aos 51 anos com 478 servidores ativos, incluídos aí os sete conselheiros e os quatro auditores substitutos de conselheiro. O número de funcionários efetivos aumentou, este ano, com a realização, em maio, dos concursos públicos que possibilitaram o ingresso de 65 novos servidores, entre três auditores substitutos de conselheiro, 60 auditores fiscais de controle externo e dois técnicos em atividades administrativas e de controle externo, no dia 1º de agosto.
                     Uma evolução marcante se compararmos com o primeiro ano de atuação efetiva da Corte (ver quadro 2), em 1956, quando o Órgão contava com apenas sete juízes - os hoje conselheiros -, dois procurados, um auditor e 30 servidores.
           A ampliação do número de servidores possibilitará uma maior agilidade na apreciação de processos e a ampliação da atuação da Corte. Para se ter uma idéia da abrangência do trabalho do TCE, no segundo trimestre de 2006 estiveram sujeitas à fiscalização da instituição 1.678 unidades, entre órgãos e entidades estaduais e municipais, registra o relatório de atividades do segundo trimestre de 2006.
 
Quadro 1:



O papel do Tribunal de Contas do Estado
 
O Tribunal de Contas do Estado é um órgão público de controle externo, dotado de autonomia, que tem como função principal a fiscalização contábil, financeira, orçamentária e patrimonial dos órgãos e entidades da administração pública do Estado (artigo 59 da Constituição Estadual) e dos municípios catarinenses (art. 113 da CE), em auxílio à Assembléia Legislativa e às Câmaras Municipais. Em síntese sua missão é orientar e controlar a gestão dos recursos públicos, com a finalidade de propiciar à sociedade segurança quanto a sua correta aplicação, segundo os princípios constitucionais e a legislação vigente. O objetivo principal é coibir a ação dos maus administradores, caracterizada por fraudes, desvios de recursos e atos de corrupção.
           O órgão tem jurisdição própria e privativa em todo o Estado (art. 61 da CE). Tal jurisdição, que não se confude com a do Poder Judiciário, sujeita ao seu controle todos os órgãos e entidades da administração direta e indireta, bem como as fundações instituídas e mantidas pelo poder público estadual e municipal.
          O TCE é integrado por sete conselheiros, tem sede em Florianópolis e quadro próprio de pessoal. Atua como órgão colegiado e cabe aos conselheiros, em especial, discutir e votar as matérias de competência do TCE. Também conta com um corpo de auditores composto por cinco membros, que são os substitutos dos conselheiros nos seus afastamentos por motivo de férias, licenças, faltas, ausências ou impedimentos. Os auditores também têm a atribuição de presidir a instrução de processos que lhes forem distribuídos. Por conseqüência, a exemplo dos conselheiros, relatam e apresentam proposta de decisão para as matérias durante as sessões.

Fonte: TCE: Controle Público e Cidadania. Florianópolis: Tribunal de Contas, 2003.
 
Quadro 2



O Tribunal de Contas de Santa Catarina foi criado pela Lei Estadual nº 1.366, de 4 de novembro de 1955, no governo de Irineu Bornhausen, que nomeou os sete primeiros juízes que começariam a atuar em 1956, já durante o governo de Jorge Lacerda.
Galeria de Fotos
Fechar
Sessões e eventos

Conteúdo bloqueado pelo usuário
Cookies de terceiros negado.

Gerenciar Cookies

Destaques
Rádio TCE/SC