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TCE/SC vai usar sistema de CPF em blockchain da Receita Federal

qua, 03/06/2020 - 20:39
TCE/SC é o primeiro tribunal de contas a usar sistema de CPF em blockchain da Receita Federal

O Tribunal de Contas de Santa Catarina vai começar a usar o Sistema de Blockchain da Receita Federal do Brasil para Cadastro de Pessoa Física, chamado bCPF. O projeto, decorrente de convênio firmado com o órgão federal, e viabilizado por contrato com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), tem por objetivo a prestação de serviço de tecnologia da informação, com a distribuição de informações de cadastro com tecnologia Blockchain (Saiba mais) e o fornecimento de acesso e infraestrutura tecnológica de alto desempenho, capacidade e disponibilidade voltada para compartilhamento e atualização de dados da base cadastral de CPF em meio seguro.

De acordo com o coordenador de Informações e Apoio à Fiscalização, da Diretoria de Informações Estratégicas (DIE), auditor fiscal de controle externo Alessandro Marinho Albuquerque, atualmente, a obtenção de informações cadastrais de CPF/CNPJ é realizada de forma limitada, devido ao uso de apenas duas contas para acesso ao Laboratório de Informações de Controle (LabContas) do TCU.

Ele esclarece, ainda, que, hoje, as consultas individuais são feitas pontualmente em um webservice da Receita Federal, e que cada consulta apresenta um custo. Afirma que isso dificulta a produção de cruzamentos de dados massivos por representar custos adicionais. “Com a instalação de um ambiente de blockchain interno no Tribunal de Contas, será possível executar consultas individuais e massivas, sem custo unitário”, explica, apontando uma vantagem econômica e técnica.

Segundo Alessandro, o ambiente blockchain garante recursos de tempestividade, uma vez que ocorrem cerca de 60 mil atualizações de CPFs por dia. Outra característica apontada é que o ambiente é rastreável, o que permite mapear o histórico completo de consultas. Ele ressalta que essas condições “permitem uma solução transversal para vários projetos do Tribunal de Contas, tais como os Painéis de Informação e o e-Siproc, dentre outras que podem surgir à medida que nossos técnicos passem a ter mais contato com essa tecnologia disruptiva”. Para o diretor de Informações Estratégicas, Nilsom Zanatto, a utilização do bCPF será um marco para o controle externo do Tribunal, pois permitirá o uso de dados fidedignos e atualizados, o que resulta na entrega de informações corretas e tempestivas para a fiscalização.

O bCPF vem sendo debatido na Receita Federal do Brasil desde 2018 e foi oficialmente lançado no ano passado. Segundo o órgão, o sistema atende à Portaria RFB nº 1.788/2018, que trata da disponibilização de dados no âmbito da administração pública federal envolvendo a tecnologia Blockchain.

Em linhas gerais, a principal mudança para a Receita Federal é em relação à segurança e ao compartilhamento do processo. Trata-se de uma rede permissionada em que apenas entidades autorizadas participarão, ou seja, apenas as instituições com as quais a Receita Federal já tem convênio. Inicialmente, o bCPF permite apenas a consulta à base da Receita, contudo, uma atualização do projeto visa permitir a inclusão de dados por todos os participantes, possibilitando que haja troca de informações de forma tempestiva e segura.

 

Saiba mais:

Blockchain é um tipo de base de dados distribuída, que guarda o registro de transações permanente, à prova de violação. Também conhecido como “o protocolo da confiança”, é uma tecnologia que visa a descentralização como medida de segurança. São bases de registros e dados distribuídos e compartilhados, que têm a função de criar um índice global para todas as transações que ocorrem em um determinado mercado. Funciona como livro-razão, só que de forma pública, compartilhada e universal, que cria consenso e confiança na comunicação direta entre duas partes e sem o intermédio de terceiros. Está constantemente crescendo à medida que novos blocos completos são adicionados a ela por um novo conjunto de registros. Os blocos são adicionados à blockchain de modo linear e cronológico. Cada nó — qualquer computador que, conectado a essa rede, tem a tarefa de validar e repassar transações — obtém cópia da blockchain após o ingresso na rede. A blockchain possui informação completa sobre endereços e saldos diretamente do bloco gênese até o bloco mais recentemente concluído.

A blockchain é vista como a principal inovação tecnológica do bitcoin, pois é a prova de todas as transações na rede. Seu projeto original tem servido de inspiração para o surgimento de novas criptomoedas e de bancos de dados distribuídos.

Fonte: Wikipedia  

 

 

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